sábado, 16 de fevereiro de 2013

Corrida: Dicas de postura



·         Mantenha a mandíbula relaxada. Muitos deixam os músculos do rosto tenso ao correr, como uma forma de fazer mais esforço para ir mais rápido. Esqueça esta técnica da “mordida”. 

·         Seu olhar deve buscar o horizonte, não o solo. Este gesto fará que sua coluna permaneça na posição vertical, protegendo-a com uma postura de corrida mais eficiente.
 
·         Os ombros devem estar soltos. É muito comum aos atletas manter os ombros elevados, com o músculo trapézio tenso. O ideal é manter o ombro em uma linha horizontal, sem oscilação para cima ou para baixo durante cada passada. Tente mantê-los em uma posição simétrica, pois é relativamente comum está disparidade durante a corrida.
 
·         O movimento dos braços deve ser realizado entre a cintura e a parte baixa do peito, com os cotovelos flexionados a 90º. No deixe que as mãos fiquem, durante o movimento, abaixo do quadril ou acima do peito. Os cotovelos realizam movimentos no eixo ântero-posterior (da frente para trás)
 
·         Mantenha as mãos semifechadas e sem tensão. Nunca feche totalmente os punhos nem mantenha a mão totalmente aberta. A munhecas também precisam permanecer sem tensão. É muito comum fazer movimentos estranhos com as mãos, porém, são gestos incorretos.
 
·         Um bom sinal de que está correndo certo é ter uma passada silenciosa. Isto é: seus pés não fazem barulho ao aterrissar em cada passada. Ao invés de martelar o solo, seus pés devem tocá-lo, começando com a parte externa do calcanhar, rodar sobre seu eixo longitudinal até apoiar toda a planta e depois separar-se do solo usando o antepé e os dedos na hora da impulsão.

Educação corporal: treinamento da técnica esportiva



Educação corporal: treinamento da técnica esportiva

Na prática esportiva, existem componentes indispensáveis que influenciam diretamente no desempenho dos praticantes, como as habilidades físicas, psicológicas e técnicas. A prática mostra que o trabalho técnico é frequentemente negligenciado em função de um aprimoramento quase que único do condicionamento físico visando o desempenho. Mas é importante saber que o treinamento atinge a sua abrangência e o aumento adicional do desempenho vai ser influenciado de certa forma por uma técnica bem aprimorada.

Quanto mais próximo da técnica adequada do respectivo esporte maior será a eficiência do praticante, pois o mesmo irá conhecer melhor o seu corpo, em função de uma melhor consciência corporal, correção de erros posturais e biomecânicos, um menor dispêndio energético. Em outras palavras, o praticante irá realizar o gesto esportivo com grande eficácia e economia do seu potencial.

Pode parecer um pouco estranho que a sua sessão de treinamento seja composta de movimentos como elevar o joelho, chutar a própria nádega e saltitos. Porém, esses exercícios são de fundamental importância no que diz respeito à preparação técnica, pois os mesmos contribuirão para coordenação, passadas com maior rendimento e correção, levando aos praticantes a obter uma significativa melhora técnica.

 

O trabalho visando à preparação técnica da Corrida não necessita ser realizado todos os dias. Com um ou dois treinos semanais de duração por volta de 15 minutos já contribui para que os praticantes venham a adquirir elementos técnicos que ajudarão num gesto motor eficiente. Uma observação de grande importância é que a realização destes exercícios não se resume aos iniciantes, por mais que o praticante tenha uma vasta experiência. Estes exercícios com a finalidade de aprimorar a técnica devem ser realizados por todos os atletas.

 
Por fim, técnica esportiva é entendida como os procedimentos desenvolvidos na prática que permitam a execução de uma tarefa da forma mais objetiva e econômica possível. A técnica de uma disciplina esportiva corresponde a um tipo motor ideal, que, entretanto pode ser modificado de acordo com características individuais.

Continue a treinar, continue a treinar...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Corrida: Dicas para conter o afobamento de iniciantes



 
 
1. O sucesso na corrida leva tempo ...
... Um monte de tempo. Um treinador de topo diz a seus corredores de elite que leva cerca de três anos para que eles vejam o seu verdadeiro potencial. Esse tempo é para além da sua idade escolar em anos de corrida, por isso é, na verdade, cerca de 10 anos! O sucesso na corrida de longa distância vem com consistência e formação, gradual, persistente.
Aumentos dramáticos na quilometragem ou intensidade quase sempre levarão a lesões. Não despreze os princípios do treinamento gradual. Seja paciente e entenda que aumentos modestos no volume ao longo de um longo período de tempo conduzirá a melhoria a longo prazo. Não há atalhos em corrida de distância.

2. Não “corra por correr”
Você precisa correr para ser rápido, claro, mas um coração forte e pulmões poderosos são apenas uma parte do quebra-cabeça. Se você iguinorar exercícios básicos , rotinas de aquecimento, e a sala de musculação totalmente, você estará cometendo um grande erro.

Ser um corredor bem-rodado, coordenado, ajuda a prevenir lesões e promove uma passada de corrida mais eficiente, o que são necessidades de formação a longo prazo, de treinamento consistente. Seu corpo é um sistema, e ignorar os outros componentes do atletismo normalmente irá resultar em uma lesão de esforço, como ter dor de “banda íleo-tibial” (joelho de corredor) ou tendinite.

3. Limite Seus treinos super-exigentes
"Separando homens de meninos" ou "a hora da verdade" são expressões usadas para descrever treinos que são praticamente mais do que corridas. Você pode vomitar depois deles ou perder o apetite por algumas horas. Eles são exigentes demais.
Estes treinos devem ser uma ocorrência rara em seu plano de treinamento. Eles aumentam o seu risco de lesão, e fazem você chegar rapidamente ao seu pico do nível de condicionamento físico. Exagere e você vai se sentir velho ou esgotado. Você deve evitá-los durante a maior parte do seu plano de treinamento, e só fazer alguns na fase de polimento antes da sua corrida-alvo. Complicado? Não para um treinador.

4. Não Privilegie o asfalto e o calçadão, fuja deles;
OK, nem todas as suas corridas. Não há nada de errado com correr no asfalto, mas cada corredor pode se beneficiar de alguma corrida em trilhas. Trilhas podem ajudar a recuperar mais rapidamente de treinos fortes de velocidade por causa das superfícies mais macias.
O terreno irregular também ajuda a construir a coordenação e força em seus músculos estabilizadores. Juntamente com devidamente programados treinos de força, lesões serão certamente uma ocorrência rara.

Os quenianos dizem, "o asfalto mata pernas descansadas". Eles fazem a maioria de sua formação em estradas de terra montanhosas que proporcionam menor impacto em suas pernas e desenvolvem mais força.
Então transfira algumas de suas corridas para as trilhas em vez das estradas. Além disso, os sons de pássaros e folhas são melhores do que o tráfego, certo?

Fonte: Active.com

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

LANCE ARMSTRONG E OPRAH WINFREY

Tem tempo que tento escrever algo sobre o caso Armstrong, mas a falta de tempo  vem postergando essa tarefa. Li essa semana o Texto do Fernando Blanco na sua fã-page do Facebook: Ciclismo Pro - é justamente a abordagem que tenho pensado. Curtam ainda a história de admiração/repulsa do autor em relação ao Protagonista dessa "novela".


LANCE ARMSTRONG E OPRAH WINFREY
LANCE ARMSTRONG E EU

Você não sabe quem é Oprah Winfrey? Então, sabe a nossa Ana Maria Braga, agora multiplique por 100 e terá pelos menos noção da importância desta fera.

Esta americana multimilionária é líder de audiência nos EUA e não é de conversar com um papagaio de pano, ensinar culinária ou entrevistar atores da emissora que lhe paga o salário - como faz a Ana Maria por aqui.

Oprah passou a vida fazendo entrevistas bombásticas com os maiores artistas, políticos e celebridades 5 Estrelas dos EUA. Michael Jackson, no auge das suas confusões com pedofilia, foi entrevistado por ela.

Agora, outra estrela cadente de primeira grandeza resolveu abrir o coração para Oprah Winfrey. Seu nome: LANCE ARMSTRONG.

Lance deu uma longa entrevista em sua mansão c-i-n-e-m-a-t-o-g-r-á-f-i-c-a em Austin e, supostamente, “DISSE TUDO”. No próximo dia 17, quando o programa for ao ar, o mundo saberá se Lance resolveu contar como e o quanto se dopou, ou se continuará com sua versão fantasiosa de que “sempre corri limpo"?

Uma coisa é inegável: até lá o mundo do ciclismo ficará contando os minutos para assistir o programa... especialmente os seus ex-patrocinadores, todos os ex-colegas de equipe, todos que o vem defendendo ou acusando até agora...todo mundo, oras!

Agora que já fiz o grande anúncio da semana, peço a sua licença para usar este espaço, para uma "sessão de descarrego". Falarei o que penso de Lance Armstrong.

Inicio destacando que esta página teve um dia de glória quando em 24 de agosto iniciou um grande debate sobre a recém anunciada cassação dos títulos de Lance.

Enquanto a grande mídia ignorante falava bobagens sobre o tema, Ciclismo PRO clarificava questões importantes num post que rendeu nada mais nada menos do que 1.123 “Compartilhamentos”, 829 “Curtir” e 153 “Comentários”. Obrigado a todos que participaram deste grande movimento.

ANOS 90 – como vocês sabem, eu acompanho ciclismo internacional detalhadamente desde os tempos da... Queda da Bastilha, eu acho. Por causa disso eu vi (através das revistas francesas da época) o surgimento de Lance Armstrong.

Em 1992 Lance era apenas mais um jovem americano que se profissionalizou na onda do sucesso absoluto de Greg Lemond e do razoável sucesso da equipe 7-ELEVEN. Isso aconteceu logo após sua imensa decepção nos Jogos Olímpicos de Barcelona, quando contava com o Ouro e ficou apenas em 14º lugar - se fosse brasileiro nós o teríamos como um herói, mas ele quase cortou os pulsos de raiva.

A 7-ELEVEN tinha se convertido em MOTOROLA, atraindo feras de outros países, como o australiano Phil Anderson, o britânico Sean Yates e o colombiano Alvaro Mejia, que obteve um surpreendente 4º do Tour de France 1993. Lance já tinha prestígio nos EUA e entrou para o time.

E ele já chegou mostrando serviço: com apenas 21 anos de idade, e literalmente nenhuma experiência no ciclismo europeu, conquistou a 2ª colocação no duríssimo Championat de Zurich. Esta grande clássica suíça sumiu do calendário por razões financeiras e é uma das duas únicas clássicas que Merckx nunca venceu (a outra foi a Paris-Tours, a Clássica dos Sprinters).

Lembro-me como se fosse hoje da foto estampada na Mirroir du Cyclisme, com Lance chegando logo atrás do vencedor, a grande esperança da Rússia Viatcheslav Ekimov (que seria seu futuro gregário na USPS). Os dois foram tratados pela revistas como heróis, como o futuro do ciclismo etc. Para mim, Lance era uma daquelas zebras que não iriam muito longe. Preconceito puro.

Veio 1993 e no Tour de France Lance surpreendeu o mundo ao vencer a 8ª etapa, em Verdun, batendo no sprint um pequeno grupo de homens fortes, que continha o mexicano Raul Alcala. A mídia fazia festa e a impressão da edição Mirroir du Tour ainda estava morna quando, em agosto, Lance venceu um lendário Campeonato Mundial em Oslo, na Noruega.

Eu tenho o vídeo. Foi duro demais. Circuito clássico, sobe-e-desce, e chuva, muita chuva. Os ciclistas caiam como moscas, até nas retas, por conta das “zebras” molhadas que davam a impressão de terem sido ensaboadas. Mas Lance atacou, puxou e, ao final, aproveitou-se do fato que os gigantes da época (Indurain, Musseuw, Ludwig) ficaram indecisos, se marcando. E ele se mandou para vencer gloriosamente.

Virei fã do cara. No ato!

Em 1994, vestido de Arco-íris, Lance continuou demonstrando que seria, em breve, um dos grandes das Clássicas duras: foi segundo na Liège-Bastogne-Liège e da Classica San Sebastian. Em 95 venceu mais uma etapa do Tour de France, provocando muita emoção ao homenagear, apontando para o céu, seu recém falecido colega de equipe Fabio Casartelli, vitimado por uma queda no Col d’Aspin. Em agosto também venceria sua primeira clássica: a basca San Sebastian.

Em abril de 1996 mais uma vitória de prestígio, agora na Flèche Wallone – e mais dois segundos lugares de prestígio, de novo em Liège e na Geral da Paris-Nice. Mas vamos dar um breque aqui: e Classificação Geral de Grand Tour? Apenas um 36º lugar em 1995. Lance nunca havia demonstrado qualquer aptidão para a alta montanha ou CRI. NINGUÉM sério achava que ele um dia venceria nada além de uma Volta de uma semana.

De qualquer forma, o sucesso nas provas de um dia e, principalmente, seu prestígio nos EUA, lhe garantiu um belo contrato com a COFIDIS. Para a época os USD 2 milhões por ano eram imensos. E rendeu-lhe ainda mais publicidade.

DRAMA E GLÓRIA – apesar de todo este sucesso, nesta época eu já havia desenvolvido uma tremenda antipatia por Lance. O texano viria a se tornar um tremendo arrogante. Suas entrevistas eram antipáticas, suas palavras em relação ao grande (e simpático) ex-campeão Greg Lemond eram antipáticas e suas comemorações de vitórias eram profundamente antipáticas. A ESPN, na época, costumava transmitir algumas provas americanas, como o Tour Du Pont, e Lance fazia tamanho espalhafato em suas vitórias que deixava o showman Cipollini parecendo um sujeito tímido.

Só que no dia 2 de outubro de 1996 o mundo do ciclismo seria chacoalhado com o anúncio de que Armstrong havia sido diagnosticado com câncer testicular, que sofrera metástase para cérebro e pulmões, que suas chances de vida rondavam os 20% e por aí seguiu.

Eu sofri um choque e desenvolvi uma tremenda simpatia pelo seu drama humano - não pelo ciclista. Aliás, a simpatia do mundo só aumentou quando, em 1997, com Lance, ainda em fase de recuperação das cirurgias e da quimio/radioterapia, teve seu contrato cancelado pela COFIDIS.

Os franceses pisaram na bola de forma inigualável e resolveram economizar seus USD 2 milhões. Só que atrairam uma antipatia global que lhes custou muito mais que isso. Pior, Lance voltaria a correr e passou a dar muitas alegrias para quem apostou nele...e também algumas dores de cabeça titânicas, como bem sabemos hoje.

A DESGRAÇA – bom, todo mundo sabe o que aconteceu de 1999 para cá. Inclusive aquilo tudo que a UCI (pressionada pela USADA) fez “deixar de acontecer” ao extirpar todos os resultados de Lance Armstrong a partir de 1998. E é sobre isso que eu queria escrever faz tempo. Vamos lá então:

1. Já está claro para todo mundo eu não sou fã dele.
2. Eu achei um absurdo o Lance perder seus 7 Tours de France e demais resultados.
3. O motivo é simples: ele nunca foi pego em exames antidoping (ao menos que tenham sido tornado público).
4. As acusações, baseadas nos relatos dos seus ex-colegas de equipe, deveriam ser suficientes para bani-lo do esporte (de 2012 em diante), desgraça-lo publicamente, render ações na justiça por danos morais etc., etc., etc.
5. Agora, para caçar-lhe títulos esportivos conquistados nas estradas, sem uma única prova concreta? Faz favor...a UCI, que tentou protegê-lo no início, alegando que não havia provas e bla-bla-bla, quando se viu pressionada pela WADA e por todos os (MUITOS) inimigos de Lance, entregou-lhe de bandeja – uma vergonha!
6. Eu também não me conformo que um réu-confesso como Bjarne Riis ter confessado que tomou tudo em 1996 não ter perdido seu título. E Ullrich? E Coppi, Anquetil, Delgado, Ullrich, Pantani...e todo mundo?!?! A coisa é tão vergonhosa que ninguém herdou seus títulos, pois todos os Top 3 daquele período tinham “ficha suja” (salvo Fernando Escartin, no Tour 1999).
7. Lance Armstrong é vilão e vítima ao mesmo tempo: ganhou muito (demais!) com o ciclismo, mas fez TODO MUNDO GANHAR MUITO TAMBÉM. Corrompeu, fraudou? É bem provável, mas TODO MUNDO SABIA (a UCI, suas equipes, seus colegas e adversários).
8. E por que não colocaram a boca no trombone lá atrás? Primeiro porque o doping/EPO era generalizado no pelotão (Lance deve ter sido APENAS o mais eficientes na técnica de aplicação, além de ser o mais neurótico, o mais ambicioso, o mais perseverante, o mais competitivo, o mais pragmático, o mais tudo!). Depois porque todo mundo (até os seus adversários derrotados) se beneficiaram do fenômeno Lance Armstrong.
9. A economia do ciclismo vinha de um período frágil. Indurain foi um grande ciclista, mas era insosso, sem graça, vencia sem “panache”. Depois veio Marco Pantani e o seu lendário ano de 1998 – tão turbinado como Lance – e nada mais. O ciclismo precisava de uma injeção midiática e o americano de Austin serviu como uma luva.
10. Apesar de Nike, TREK e outros agora o tratarem como um pária do esporte – e ele provavelmente é isso mesmo –, estas empresas canalhas LUCRARAM MUITO com Mr. Armstrong. Tenho nojo profundo por este pessoal.
11. Mas que ninguém se engane: Lance também lucrou muito com estas empresas. Foi um grande jogo de interesses comuns. O esporte, o suor, as vitórias eram apenas pano de fundo para um grande jogo corporativo, de negócios multimilionários - que eu conheço bem por conta da minha profissão.
12. Todos ganharam, todos perderam. Mas eu não aceito Lance ser o malvado e Nike/TREK etc. posarem de “inocentes traídas”.

Enfim, o mundo do ciclismo – como bem notamos aqui mesmo em Ciclismo PRO – é formando por gente que odeia o Lance pela fraude que ele foi, assim como há as chamadas “viúvas do Lance”.
Eu procuro ter uma visão bastante racional da coisa (se é que isso é possível):

1. Sua vitória contra o câncer pessoal e suas ações pela luta contra a doença (Livestrong) são admiráveis - mesmo tendo uma forte carga de marketing, ele fez a diferença para muita gente.
2. Como ciclista...bem, há dois Lance Armstrongs e eu não simpatizei com nenhum dos dois, mas, limpo ou sujo (como os outros) tem seu lugar na história. Para mim ele é o legítimo vencedor de 7 Tours de France.
3. A sua queda é fruto de inveja alheia, da política que envolve as instituições americanas (a mesma USADA limpou a barra do dopado Carl Lewis), da arrogância sobrenatural de Armstrong (que avacalhou Dick Pond, ex-presidente da WADA, “mãe” da USADA) e de toda a sujeira da UCI, que permitiu que a bolha inflasse até explodir.
4. Tal qual um pendulo, Lance fez um bem tremendo para o ciclismo e, na mesma magnitude, um mal gigantesco. Sua ascensão e queda são de igual tamanho e natural no mundo dos negócios, que endeusam e destroem com a mesma rapidez e voracidade.
5. Lance Armstrong é apenas um clássico produto do capitalismo americano. Nada alem disso.

Voltando ao inicio do post, não perca Lance Armstrong no progama "Oprah’s Next Chapter", ao vivo no site www.oprah.com, no dia 17. Eu me trancarei no banheiro do escritório para assisti-lo em paz!!
...e em seguida conecte-se em Ciclismo PRO para debatermos o programa!!


Fonte: https://www.facebook.com/pages/Ciclismo-PRO/335706686519327?ref=ts&fref=ts

domingo, 10 de junho de 2012

Desafio Pe. Anchieta - reflexões

Meus caros,
esse post é dedicado para cada Omega que se preparou e largou na belíssima corrida Desafio Pe. José de Anchieta.
Belíssima, por que contou com um percurso ímpar, que embora curto para a realidade do ciclismo mundial, se revelou na medida do nosso sonho de participar de provas de nível superior no quesito "Competição";
Belíssima porque proporcionou ao "não-Atleta/competidor" transitar num percurso que excedeu suas primeiras expectativas enquanto ciclista amador.
As imagens demoraram a sair da minha memória, aquele pelotão imenso serpenteando em sobe e desce e suas mudanças de velocidade e colorido.
Alguns quesitos vêem agora à tona das reflexões: o resultado, a superação, a frustração e o infortúnio. Cada um desses revelou-se numa determinada face de nossa grande equipe e costurou nossas estórias com alegria e apreensão.
* O infortúnio.
Vou começar relatando que estava ao lado da queda no trecho após o pedágio, que deve ter interrompido a corrida, pelo menos momentaneamente, para maisde 50 ciclistas, muitos dos nossos.  A inexperiência em corridas de estrada causa fenômenos curiosos e resultados trágicos. Má colocação no pelotão, falta de desenpenho aliado ao medo de sobrar, falta de habilidade em pilotar a bike e falta de atenção são os maiores. Aprendi caindo em minha primeira corrida de estrada, a mais de 40km/h e ouvindo os mais experientes, e suponho que aprendi, o que não me impede de errar numa próxima ocasião. Todo mundo está sujeito a errar e causar um strike no pelotão. No Facebook tá rolando a maior reclamação e muitos põe a culpa no que lhe é conveniente, e principalmente na organização, porque sabem que ela não vai entrar no bate-boca e fica bem pro camarada a "postura de protestante". O fato que não muda é que o pelotão é como um cardume de peixes, tem sua dinâmica própria, regida pela física e pela noção de trânsito, sua hierarquia, etc:
  • a direita é o espaço dos mais lentos, e da recuperação de quem puchou a cabeça.  se você quer andar rápido e tem estilo arisco, não frequente essa região. Eventualmente os ariscos descansam na extrema esquerda, se reposicionando rapidamente.
  • o meio é o vagão do metrô, vc está seguro do vento, mas vai aonde o pelotão quer, inclusive quando ele decide que alguém vai cair...
  • logo as respostas aos ataques vêem da frente e da esquerda do pelotão.
  • o fundo do pelotão, local abrigado, mas não é local de bate-papo. Precisa saber o que acontece à frente do pelotão, seja no terreno ou na dinâmica e tática para nunca ser surpreendido;
  • a velocidade é inconstante! De acordo com o interesse da cabeça do pelotão pode-se acelerar ou diminuir a velocidade. Quando chega um morro a frente vai diminuir a velocidade; quando neutraliza uma fuga idem; alguém vai precisar frear no meio do pelotão e não adianta reclamar! 
  • geralmente quando a velocidade diminui alguém do fundo, da esquerda ou a cabeça vai atacar!
  • não se sprinta no meio nem na direita do pelotão, simplesmente se aguarda a retomada de velocidade.
  • não de muda de posição rapidamente no pelotão; dirija-se ao fundo  e pela esquerda vá para a frente. eventuamente se há uma brecha, olhe verificando quem está atrás e sinalize a mudança de posição. Ou peça!
  • alguns que não tem desempenho compatível com a posição que está ocupando fazem constantemente uma força descomunal para pegar uma roda aqui, uma vaga ali... mantenha-se longe desses (aquela estória da tartaruga no poste!)
  • não é feio assumir que você não sabe mais do que acelerar sua bike e tem muita dificuldade para manobrar, mudar de direção, frear sutilmente. Mantenha-se na direita ou no fundo (desculpem-me os triatletas)
  • comer, beber, assoar o nariz, tirar a mão do guidão, dirija-se ao fundo!
  • escute os conselhos durante os treinos! e, por favor: não há problema em errar ou demorar pra acertar, se adaptar, mas a arrogância de achar que não erra pode custar a segurança de alguém e a antipatia eterna do pelotão, porque lá até o maior caça-foice sabe em quem pode confiar.
* A Frustração.
Não ter tempo para treinar; um compromisso inconciliável; uma contusão de última hora; quedas e problemas mecânicos, falta de preparo ou comidaqualquer motivo que nos impeça de cruzar a linha ou de não o fazer  no tempo ou colocação desejadas nos frustrarão amargamente. Esse sentimento aumenta ao ver as fotos, vídeos, depoimentos, reportagens, enfim a repercussão da corrida. A vida é assim!
Mas vou morrer dizendo que o seu interesse é a chave do negócio! Se você chegou aqui nessa vida, com dedicação e capacidade; se você concluiu escola, faculdade, passou em entrevista de emprego, entregou projeto no prazo, virou noite no rock e foi trabalhar, etc, VOCÊ PODE acordar cedo para treinar, almoçar mais tarde, deixar a família fazer um programa alternativo 1 vez por semana, falar pro chefe que não vai beber no aniversário dele porque você vai treinar cedo no outro dia. Você consegue fazer dieta, treinar mais um dia na semana, perder uns quilinhos, colocar a bike na revisão, colocar um pneu bom, não usar câmara com mais de 2 estrelas, tudo isso por um café no fim do treino, companhia agradável e boas estórias pra contar! Assuma pra você mesmo que você gasta uma grana enorme nessa brincadeira e precisa dar retorno, que você se diverte e se realiza! Seja o sucesso que você deseja!

*A Superação
Concluir uma corrida de 87 km contra 250 ciclistas, vento contra, sol, chuva e se achar por 3 horas como aqueles heróis que você vê na TV lá no Tour de France são a Glória para nós pobres mortais. Eu e você podemos mais e melhor! Fica a dica...

* O Resultado
Posso falar com alegria que vi uns dos nossos andar muito nessa corrida, evoluir nos treinos, evoluir corrida após corrida, correr que nem gente grande. Estamos em evolução, estamos sendo comentados e observados. Parabéns! O resultado esportivo já é excelente e vamos buscar mais!

Um grande abraço de agradecimento por estarmos juntos nessa vitória. até o próximo treino!
Emílio

sexta-feira, 30 de março de 2012

TREINO DE CICLISMO - DICAS

Copiado de um dos pioneiros em Assessorias Esportivas no Brasil,  essas dicas servem para os grupos que treinam sob a orientação de um Treinador Profissional; por vezes explicar todos os detalhes de uma sessão de treinos dá muito trabalho ao profissional e pode parecer massante a alguns atletas. Algumas regras e orientações vão se tornando implícitas e os novatos apreendem sem o processo desgastante de longas paradas para explicações. Portanto, fique ligado no "modus operandi" do seu grupo de ciclismo.


Caros alunos,



Nossos treinos melhoraram muito em qualidade. Temos o acompanhamento Professores de Educacao Física em motocicletas e do Andrezinho nos treinos da Barra.

Procuramos ensinar-lhes as técnicas do ciclismo, assim como promover uma melhora da sua saúde e performance.

Notamos diariamente uma melhora significativa no “pedal ” de todos, mas continua nos chamando a atenção o constate “falar”no meio do treino quando estamos pedalando mais forte, assim como uma falta de atenção no pelotão.

Seguem algumas normas básicas para que não tenhamos problemas:



1 – voce so estará na frente do pelotão se for escalado por um dos profissionais;



2 – não troque de faixa de rolamento sem avisar e tão pouco sem olhar;



3 – não freie no meio do pelotão;



4 – pedale defensivamente a cerca de 1 metro da bicicleta a sua frente;



5 – tenha cuidado;



6 - não seja afobado para não “perder”uma roda, voce poderá fazer um strike no grupo;



7 – ouça os Profissionais;



8 – olhe para frente e para as laterais ;



9 – antecipe-se a uma situação de risco com uma visão periférica;



10 – olhe a tarefa que esta sendo feita e preste atenção quando chegar a sua hora;



11 – pelo simples fato de voce não estar na frente do grupo ou num grupo por hora mais forte, não quer dizer que voce é fraco;



12 - tenha exata noção da sua capacidade física;



13 – não fique bravo se tomar uma bronca, pode ter certeza que ela serve pra todos e é uma forma de alerta ao grupo.





Muito obrigado



Walter tuche

quinta-feira, 29 de março de 2012

Como se iniciar nas corridas de Ciclismo - Por Neil Bezdek

A segunda quinzena de julho tem sido relativamente calma. Além de conhecer a minha nova sobrinha, a maioria do meu tempo foi dedicado a assistir ao Tour de France e depois lidar com minha ansiedade pós-Tour. Agora tenho de encontrar algo novo para me manter ocupado durante as primeiras duas horas de cada dia.

Em 2005, eu estava curtindo uma onda semelhante de entusiasmo quando eu comprei minha primeira bicicleta de estrada.  Isso acontece com milhões de pessoas todo mês de Julho, e propensos ciclistas ao redor do mundo estão certamente contemplando a mesma compra agora mesmo. Muitos ainda esperam competir, e eu não estou surpreso que alguns dos meus amigos "normais", recentemente pediram conselhos sobre ingressar nas fileiras competitivas. Estou feliz por eles.

O Ciclismo me tirou de uma depressão quando eu comecei, em Nova York em 2008. Eu havia passado um ano trabalhando como um mensageiro, e enquanto eu conhecia a cidade como a palma da minha mão, eu estava perdido. Recém-graduado na faculdade, eu estava separado da minha comunidade acolhedora do campus e à deriva no mundo cruel da vida adulta, onde eu finalmente conseguiu um respeitável emprego num escritório. De repente, reprimido em um cubículo e desesperado por uma saída, eu dei uma chance ao Ciclismo. Eu fiquei viciado imediatamente. Correr me proporcionou um novo conjunto de amigos e, tão louco que possa parecer, uma sensação muito necessária de propósito e identidade. Correr hoje é o meu trabalho.

OK, talvez a competição não vá ser tão interessante para todos, mas eu gostaria de pensar que eu ganhei alguns insights relevantes ao longo do caminho. Se você é atraído para o lado competitivo do esporte, aqui estão alguns conselhos:

Parar de procrastinar.

Um dos meus maiores arrependimentos é esperar até os 23 anos para começar a competir. Eu tinha estado interessado por anos, mas esperei até que eu pudesse me comprometer com uma temporada completa e realmente "fazer a coisa certa." Se você está se segurando até que você se sinta excepcionalmente apto, ou até você pode ir comprar a bicicleta de corrida mais rápida do ano, ou até que haja uma longa pausa em sua agenda lotada, tenha em mente que não há tempo como o presente.

Não se deixe intimidar.

Lembro-me de aparecer para as minhas primeiras corridas vestindo uma camisa lisa e uma bicicleta de alumínio bem surrada com peças de segunda linha. Não pude deixar de notar a correspondência com as roupas cheias de logotipos e os equipamentos das pessoas ao meu redor, e como suas pernas esculturais, por vezes, fizeram  minhas pernas absurdamente  magras parecem “pauzinhos chineses”. Desde então eu percebi que surpreendentemente há pouca correlação entre a capacidade de um ciclista e sua aparência física, ou outras formas.
Além disso, não se impressione com o elitismo ou ouça qualquer um que grita em uma corrida de bicicleta. Os melhor es conselhos são dispensados em silêncio, de pessoas que são sábias o suficiente para saber que a sua experiência no ciclismo, é, no grande esquema das coisas, de alguma forma ímpar.

Concentre-se em segurança e eficiência.

Há coisas muito mais significativas para as corridas do que apenas isso, mas ficar em pé e usando o mínimo de energia possível é a melhor maneira de garantir que você vai terminar as corridas e retornar nas próximas, que é a única forma de eventualmente aprender sobre todos os outros aspectos do esporte.
Por eficiência, refiro-me ficar de fora do vento e pedalando o menos possível. O mesmo vale para a utilização de seus freios. Como Adão Myerson, meu companheiro de equipe, uma vez me disse: "Se você usar os freios, isso significa que em algum momento você já pedalou demais."

Permita-se competir o máximo possível.
Habilidade é tão importante nas corridas de bicicleta como condicionamento, especialmente em corridas planas. Este esporte tem menos relação com correr 10k ou fazer um triathlon, e mais como jogar basquete. Passar horas incontáveis no ginásio ou aperfeiçoar o seu lance livre pode ajudar o seu jogo, especialmente se você já for um jogador experiente, mas a melhor maneira de aprender a jogar basquete é simplesmente jogar basquete. O mesmo vale para o ciclismo.
Isto inclui treinos com grupos rápidos, que são o equivalente ao treino coletivo no basquete. Procure na sua loja de bicicletas o local onde eles estão e quando esses grupos saem para pedalar. Conversar com eles vai ajudá-lo a fazer amigos, aprender sobre o esporte e participar de uma equipe.

Participe de um clube ou equipe.
Ciclismo é um esporte coletivo tanto em cima quanto fora da bicicleta. Participar de um clube ou equipe é ótima maneira de aprender sobre o esporte, compartilhar recursos, organizar caravanas para os eventos e, acima de tudo, fazer amigos e se divertir. Isso é o que este esporte deve ser em primeiro lugar.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Impulsione seu condicionamento no Ciclismo Com Treinos de Alta Intensidade – Pam Willenz


Melhore a sua aptidão no ciclismo e entre em forma de escalador sem gastar tantas horas nem kilômetros na bicicleta. O Treinamento Intervalado constrói força muscular e aptidão cardiovascular mais rápido do que longos treinos de média intensidade e leva muito menos tempo, segundo um recente artigo do New York Times.

Treino de Alta Intensidade (HIT) melhora o condicionamento, o VO2 e a força mais do que o treino cardiovascular linear.

Especialista chefe Martin Gibala, presidente do departamento de cinesiologia da Universidade McMaster, em Hamilton, Ontário, demonstrou em um experimento como ciclistas fazendo intervalos curtos e vigorosos em bicicletas estacionárias (ergometros Wingate) melhoraram sua capacidade cardiovascular tanto quanto os ciclistas que pedalaram por mais de 10 horas.

Outra pesquisa mostrou que o H.I.T. melhora a capacidade de alguém para produzir hormônios de crescimento, reduz o risco de diabetes, e ajuda a controlar o peso.

Para aqueles que não têm duas ou mais horas para andar de bicicleta no meio da semana, esta abordagem pode ser a melhor maneira de se condicionar para as escaladas e subir para as montanhas mais rápido.

Um dos exercícios que Gibala recomenda é o "sprint de 60 segundos a um ritmo que se sente desagradável, mas sustentável, seguido de 60 segundos de pedalar facilmente, depois outra corrida de 60 segundos e recuperação, 10 vezes no total."

Os corredores podem também usar esse tipo de treino: De acordo com um estudo relatado neste artigo, os corredores que usaram HIT para treinar em uma pista apreciaram seus treinos mais do que corredores que correram no mesmo ritmo durante 50 minutos.

sábado, 10 de março de 2012

Na hora H


Estou aqui na véspera de uma competição, envolto em pensamentos táticos e avaliações sobre os treinos realizados. Um mixto de apreensão, autoconfiança e falibilidade dominam os sentimentos interiores.
A corrida, o grande dia, é apenas a ponta do iceberg; a competição começa quando se vence a cama na madrugada, o vento contra, a dor e o cansaço; disciplina nos treinos, disciplina na dieta, disciplina no pensamento positivo. A atuação no dia da competição tem seus fundamentos na rotina do atleta.
Já participei de um sem número de competições, e no esporte individual não tem o tapinha nas costas do colega. É você contra os oponentes, contra a sua insegurança, contra a sua timidez, contra todos aqueles demônios interiores que te dizem: “você não é capaz”!
Como diz Gerard Vroomen, de tantos inscritos, apenas um será o vencedor; nas rodas de comentários sempre se pondera: mas aquele que venceu não é o mais forte. Às vezes não foi o que treinou mais. O que é preciso para a vitória?
A Vitória no sentido estrito, é daquele que numa atitude mental, concatena suas qualidades naturais e adquiridas numa performance que supera os oponentes. Ele olha em sua volta e intenciona superar cada oponente.
A Vitória, no sentido relativo, pode ser a superação do medo, principalmente do medo de perder, de ser superado, de não ser o melhor. Pode ser repetir as performance treinadas, mesmo que não sejam suficientes para o triunfo. A vitória não acontece, ela é buscada, é desejada e conquistada. 
Nas minhas vitórias e grandes atuações, esteve presente uma atitude mental de protagonismo, de estratégia vencedora, de criar o momento propício, de envolver o adversário. Estou aqui mentalizando e procurando este estado mental. Desenvolva esse estado você também! Boa sorte!